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Crise nos municípios tem forte repercussão na grande imprensa nacional

Data: 
09/10/2017 - 15:15
Crise municipal tem forte repercussão

Brasília

Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com números atualizados da crise nas Prefeituras, foi mencionado pelo editorial econômico do O Estado de S. Paulo. O texto com o título Impactos do fechamento de empresas na crise aponta a estrita relação entre a crise econômica nacional e o efeito na ponta, nos cofres municipais.  

O editorial também faz alusão aos dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram a profundidade da crise econômica dos últimos anos, e a sinalização de que agora está emergindo.

“Como se verificou em 2014, também em 2015 ficou negativo o saldo entre o total de empresas que entraram no mercado (708,6 mil) e o número das que fecharam naquele ano (713,6 mil). Essa redução de 5 mil empresas em operação teve efeito direto sobre os níveis de emprego. O pessoal ocupado encolheu 3,9%, com extinção de 1,6 milhão de postos de trabalho, abrangendo praticamente todas as categorias de empregados com carteira assinada”, afirmou o Estadão.

O jornal informa que entre as empresas sobreviventes – 40,2 milhões – 16,4% delas passaram a não contratar, sendo operadas pelo próprio dono do negócio juntamente com sócio ou familiares não assalariados. A grande maioria – 83,6%– foi obrigada a demitir para continuar operando, reduzindo seu tamanho.

Situação


“Com menos empresas no mercado e desaquecimento da economia, a arrecadação de impostos, nos três níveis de governo, também registrou forte queda, que é sentida ainda hoje. É bastante conhecido o recuo da receita tributária da União e dos Estados, alguns deles em situação crítica, não sendo melhor a situação de centenas de Municípios”, afirma o editorial deste domingo 8 de outubro.

Já o levantamento da CNM mostrou que 26,1% de 4.695 Municípios pesquisados estouraram em 2016 o limite legal para os gastos com pessoal, que é de 60% de sua receita corrente líquida (RCL). Outros 28,5% dos Municípios estão com mais de 50% de sua RCL comprometida com funcionários. As receitas líquidas de praticamente todos caíram de 2014 a 2016.